Consulta à categoria aponta que 60% pretendem aderir a uma possível greve caso os bancos não atendam às reivindicações, e que 79% não votarão em parlamentares que aprovaram a reforma trabalhista; 35 mil responderam

Os bancários estão dispostos a paralisar as atividades para que as reivindicações da Campanha Nacional Unificada 2018 sejam atendidas pelos bancos. Isso é o que mostra o resultado da consulta à categoria feita pelos sindicatos de todo o país em suas bases, sob organização do Comando Nacional dos Bancários. Cerca de 35 mil bancários responderam à consulta.

A pauta de reivindicações da categoria, aprovada na 20ª Conferência Nacional dos Bancários, será entregue ao meio-dia desta quarta-feira 13. Antes, por volta das 10h, um ato lúdico no Largo da Batata lançará a Campanha dos Bancários nas ruas.

Os dados – colhidos em agências e departamentos por formulário físico e pela internet – apontam que 60% dos trabalhadores vão aderir à greve caso as reivindicações da categoria não sejam atendidas e as assembleias deliberem pela paralisação.

“É uma prova de que a categoria entendeu que seus direitos estão em risco e, se não houver mobilização, todas as conquistas obtidas em décadas de lutas podem deixar de existir”, avalia Juvandia Moreira, presidenta da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT).

Quem votou não volta

A consulta também mostra que, para 73% dos bancários, a reforma trabalhista (lei 13.467/2017) foi péssima para o trabalhador e que 79% não votará nos deputados e senadores que aprovaram a nova lei.

O Comando Nacional dos Bancários planeja uma campanha para mostrar aos bancários e à toda a sociedade quais foram os parlamentares que votaram à favor da reforma. Além disso, foi aprovado na 20ª Conferência que os sindicatos farão o debate político com os bancários e a população, conclamando a votarem em candidatos comprometidos com a revogação das medidas nefastas do golpe (leia na capa).

Prioridades

Para 25% da categoria, a prioridade da Campanha 2018 deve ser a conquista do aumento real. Outros 23% querem que a prioridade seja a manutenção de direitos e 18% o combate ao assédio moral. A garantia do emprego (15%) e impedir a terceirização (14%) vieram na sequência.

*Copiado do spbancarios.com.br