Medidas não são acompanhadas de compensação financeira. Revolta é maior em quem votou em Bolsonaro.

A Medida Provisória do governo Bolsonaro que obriga bancários a trabalhar aos sábados e eleva jornada diária dos mesmos de seis para oito horas revoltou a categoria, inclusive os que votaram no capitão. A insatisfação é maior porque a MP não fala em compensação financeira por conta da carga extra de serviço.  “É um desgraçado esse presidente”, disse um funcionário do Banco do Brasil. 
Embora diga que caixas serão poupados da jornada de oito horas, texto da MP`autoriza ser pactuada jornada superior a seis horas mediante acordo individual escrito, convenção coletiva ou acordo coletivo de trabalho. Isto abre brechas para que os patrões pressionem esses funcionários para que também aceitem cumprir as oito horas. Quem não quiser, vai para o olho da rua. 

Revolta

Pelas redes sociais, muitos bancários mostraram revolta por conta das medidas do governo. “Esse governo sanguessuga só quer favorecer os grandes empresários e os donos de bancos”, disse Célia Costa, da Caixa Econômica Federal. Um outro servidor, Paulo Almeida, do Banco do Brasil, declarou: “É um desgraçado esse presidente”. 
Por sua vez, Cláudia Mendonça, do Bradesco, afirmou que é preciso derrubar Bolsonaro, pois, do contrário, ele arrancará o couro dos trabalhadores. “Ele quer arrancar o nosso couro! Fora Bolsonaro”, falou. E um funcionário do BB que não quis se identificar, disparou: “É um traíra! E o pior é que ajudei a eleger esse canalha.”