Desde segunda dia 10, o local produz e distribui, diariamente, cerca de mil marmitas e sopa para moradores em situação de rua. Ação também está atendendo pessoas que têm moradia, mas foram afetadas pela crise do coronavírus (Elenice Santos, Redação Spbancarios)  

Quadra dos Bancários, palco de lutas históricas da categoria bancária e de grandes eventos, agora virou mais um símbolo da luta contra a fome para as pessoas em situação de rua e também aquelas que foram afetadas pela crise do coronavírus.

Desde segunda 10 de agosto, por meio de uma parceria entre o Sindicato dos Bancários – Bancário Solidário, Rede Rua e Movimento Estadual da População em situação de Rua do Estado de São Paulo, a Quadra está sendo utilizada para a produção de refeições e distribuição, diariamente, de cerca de mil marmitas e sopas graças às doações de empresas, entidades e pessoas físicas.

Graças às doações de bancários, empresas e entidades, por dia são distribuídas, a princípio, mil quentinhas
“O número de pessoas desabrigadas aqui no centro de São Paulo aumentou muito nos últimos meses. Por isso, buscamos ajuda junto ao Sindicato para que aqui se tornasse mais um ponto de distribuição de alimentos, por ser próximo a Praça da Sé. Há muitos moradores em situação de rua nesta região, mas está aparecendo também quem tem residência fixa, mas não tem o que comer por conta da crise e, sabendo que há distribuição de quentinhas, acabam vindo até aqui”, diz Robson Mendonça, presidente do Movimento Estadual da População em Situação de Rua do Estado de São Paulo.

Robson ainda comenta que é impressionante o tamanho da fila que se forma na calçada da Quadra (Rua Tabatinguera) para garantir uma quentinha. A distribuição é feita entre 11h e 12h, para todas as pessoas que estão na fila.

Todos os dias, pessoas formam filas na calçada da Quadra, à partir das 10h, aguardando a distribuição das quentinhas e sopas
“É muita gente que tem fome, são muitas famílias que, às vezes, só terão esse alimento naquele dia. E estar bem alimento é importante para manter a resistência do organismo contra essas doenças oportunistas como a que estamos enfrentando agora. Por isso, estamos fazendo de tudo com as doações que recebemos para atender quem vem atrás de comida. Mas tudo só é possível com a colaboração das entidades, empresas e pessoas físicas. Quanto mais gente doar, mais pessoas atenderemos neste momento”, enfatiza Senhor Robson.

A ação está ocorrendo por meio da campanha Bancári@ Solidári@, criada em março, durante a pandemia, para que bancários possam fazer doações financeiras, de alimentos e roupas.

“Não basta aos bancários ter emprego se vivermos em uma cidade que vem sendo destruída, desde que as políticas de assistência social foram desmontadas pela Prefeitura antes mesmo da pandemia e devido à crise deste ano. O bancário solidário pode fazer contribuições de alimentos e até mesmo financeira. Temos um Sindicato Cidadão que ajuda a cidade neste momento crítico”, comenta Ernesto Izumi, diretor de Assuntos Jurídicos do Sindicato. 

Veja aqui como colaborar com os projetos por meio da campanha Bancári@ Solidári@.

Ernesto ainda comenta que, além de alimentos, as pessoas também recebem orientações de saúde e são cadastradas pelas entidades parceiras. “A alimentação é emergencial, mas o projeto não se limita a esta iniciativa. As entidades buscarão informações junta às famílias dessas pessoas com o objetivo de resgatá-las desta situação”, conclui.

Bebedouros

O Sindicato dos Bancários, por meio do projeto Bancário Solidário, também instalou bebedouro com água e sabão para uso de passantes na Rua Tabatinguera, próxima da Praça da Sé, para estimular a higienização pessoal e fornecer água potável a quem precisar.

A ação foi realizada na sexta-feira 7, também em parceria com a Rede Rua e Movimento Estadual da População em Situação de Rua do Estado de São Paulo.

Assista:

Colabore com essa iniciativa!

O bancário que quiser colaborar com esse projeto pode doar diretamente para qualquer uma das entidades Rede Rua e Movimento Estadual da População em situação de Rua do Estado de São Paulo ou entrar em contato com o Sindicato por meio das regionais (veja aqui os endereços e telefones).