LUTA BANCÁRIA

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Menos Metas, Mais Saúde: campanha visa combater adoecimento dos bancários


Diante do cenário de adoecimento físico e mental dos bancários — agravado pela pandemia —, a campanha Menos Metas, Mais Saúde foi lançada nesta quarta-feira 25 pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região e pela Federação dos Trabalhadores em Empresas de Crédito de São Paulo (Fetec-CUT/SP). A cerimônia virtual contou com a presença de Ivone Silva, Aline Molina, Carlos Damarindo e Rosângela Silva Lorenzetti, respectivamente, presidentas e secretários de Saúde das duas entidades.

Abrindo o debate, Ivone Silva lembrou que os transtornos psicológicos, assim como as LER/Dort, são velhos conhecidos dos bancários — há anos submetidos a cobranças e metas abusivas. Hoje, porém, esse quadro de doenças está intensificado pela Covid-19 e pelas transformações que ela provocou no mundo do trabalho, alertou a presidenta do Sindicato.  

Somadas ao caos sanitário e político atravessado pelo país, a necessidade do isolamento social e a manutenção das práticas abusivas durante o home office fragilizaram ainda mais os trabalhadores. Como consequência, cresce a cada dia o número de bancários diagnosticados com depressão, ansiedade ou Síndrome de Burnout (esgotamento profissional). Desassistidos pelo banco, restou aos bancários “contingenciar a dor” e “transformar luto em luta“, acrescentou Aline Molina.

A presidenta da Fetec-CUT/SP destacou, ainda, que adoecer diante de um cenário tão hostil não deve ser motivo de vergonha para ninguém. Já Carlos Damarindo complementou, afirmando que a responsabilidade por essa situação é inteiramente da gestão dos bancos, que funcionam sob uma estrutura totalmente hierarquizada, onde tudo é definido “de cima para baixo“. Profissionais de agência, do crédito, do call center, de TI: não há quem saia ileso, disse ele.

Para alguns trabalhadores também pode parecer difícil escapar da lógica neoliberal que rege nossos tempos, observou o secretário de Saúde do Sindicato. Dentro dos bancos, o individualismo é reforçado a todo tempo, em detrimento da coletividade.

Página da Campanha Menos Metas, Mais Saúde

Já Rosângela Lorenzetti recordou que até a década de 1990 as metas dos bancos eram coletivas, o que reduzia a pressão sobre cada um individualmente. A racionalização do trabalho, então, impôs um ambiente competitivo dentro das agências e departamentos, que só faz deteriorar ainda mais a já vulnerável condição dos trabalhadores brasileiros.

Assim, a campanha Menos Metas, Mais Saúde nasceu para garantir que nenhum bancário precise atravessar o sofrimento sozinho. Mais do que isso: o Sindicato e a Fetec-CUT/SP acreditam que é somando vozes que podemos reverter essa realidade e construir, juntos, ambientes de trabalho mais acolhedores e saudáveis. Vem com a gente?

Veja como foi o lançamento da campanha

Fonte: SPbancários

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