Premissas de solidariedade e pacto intergeracional tornam o plano acessível, viável e justo para todos os empregados

O Saúde Caixa, como existe hoje, foi implementado em 1° de julho de 2004. Ele é um plano de autogestão, custeado pelos empregados e pela Caixa. Mas você sabe o que é um plano de autogestão e a importância desse sistema para a assistência à saúde dos trabalhadores? 

O sistema de autogestão é uma das modalidades que compõem o setor de saúde suplementar. É constituído por empresas ou associações para oferecer um plano de assistência à saúde para os empregados da empresa. Diferente dos planos de mercado, os de autogestão não têm fins lucrativos. Por isso, ele não tem propósito de ser superavitário e não deve ser deficitário. O objetivo é manter um plano equilibrado em receitas e despesas.

Assim é o Saúde Caixa, que tem outra especificidade – Sistema de Gestão por RH, que significa que o plano de assistência médica dos empregados é gerido pela própria Caixa. Esta característica torna o plano muito mais próximo da realidade e da necessidade dos seus empregados.

De acordo com Albucacis de Castro Pereira, médico consultor da Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa Econômica Federal (Fenae), as carteiras geridas por planos de autogestão tendem a ter um custo menor do que as de mercado. “Porque as pessoas estarão naquele mesmo plano a vida inteira. Pelos planos de autogestão por RH fica muito mais fácil estudar a população de empregados, implantar um programa de promoção à saúde, de prevenção, de atenção primária. É possível identificar grupos de risco e fazer uma gestão muito mais próxima ao usuário. Tudo isso ajuda a sensibilizar e conscientizar os beneficiários para uma redução nos custos, além de melhorar a qualidade de atendimento e a qualidade de vida do usuário”, disse.
O médico explica que os planos de autogestão já nascem com o princípio da solidariedade. Ele proporciona a qualquer empregado o custeio do plano de saúde. Para isso cobra-se um percentual sobre o salário de todos os participantes, de forma igualitária. O percentual descontado de um salário maior vai viabilizar o custeio do plano de quem recebe menos.  “Há o princípio de uma pequena contribuição a mais para ter um plano muito bom para todos. Um plano de mercado custaria bem mais do que a contribuição pelo percentual do salário”.

Há outros princípios que fundamentam o Saúde Caixa – o mutualismo e o pacto intergeracional. São essas premissas que diferenciam um plano de autogestão de um plano de mercado. Nele, todos contribuem com aquilo que podem, de forma igualitária, e usam aquilo que necessitam.

O mutualismo funciona como um consórcio ou um seguro – muitos pagam para que poucos utilizem quando necessário.

O pacto intergeracional garante que em uma carteira equilibrada entre jovens (em maior quantidade) e idosos (de maior risco), de maneira que os mais novos ajudam a custear os mais velhos. No futuro, aqueles mais jovens ficarão idosos e contarão com a contribuição dos novos jovens que entrarão na mesma carteira.

O percentual de contribuição é o mesmo, independentemente da faixa etária. Quem tem 60 anos contribui com os mesmos 3,5% de quem tem 20 anos. A diferença é que o número de pessoas com menos de 60 anos é substancialmente maior do que os com mais de 60 anos”, explica Albucacis. “A base da pirâmide é mais larga – têm mais pessoas jovens do que idosos. Quando é feita a composição de custos, o preço médio vai ser um pouquinho mais alto para o jovem, mas bem inferior para o idoso”.
O presidente da Fenae, Sergio Takemoto, considera estes princípios essenciais para o plano de assistência à saúde dos empregados. “É o que mantém o Saúde Caixa justo para todos – ativos e aposentados.  Futuramente, estes jovens vão envelhecer e os mais jovens pagarão um pouco mais que eles. O que precisamos entender é que, pela lógica, a população mais idosa utiliza mais o plano de saúde do que os jovens. É a lógica, mas é possível que os jovens adoeçam ou sofram acidentes, utilizando mais o plano. Por isso essas premissas são primordiais e inegociáveis no nosso plano de saúde”, salientou Takemoto.

Fonte: Fenae