A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) confirmou que o presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, atuou para evitar a adesão da entidade a um manifesto que ele julgava ser crítico ao presidente Jair Bolsonaro. A Fiesp publicou no início de setembro pedindo harmonia entre os Poderes da República. Guimarães sugeriu que o banco público poderia se desfiliar da Febraban.

A Febraban informou que Guimarães, “em contatos informais”, antecipou sua posição contrária à adesão ao manifesto. De acordo com a resposta da institução ao MPF, Guimarães informou que, “caso ocorresse (a adesão ao manifesto), haveria a desfiliação da Caixa Econômica Federal do quadro associativo da Febraban, o que, no entanto, não restou formalizado junto a esta Federação”, segundo trecho da documentação enviada pela Febraban.

Em nota, a Febraban informou que “se limitou a responder a questionamentos do Ministério Público Federal, relatando o ocorrido”. Segundo a entidade, não foi utilizada na sua resposta o termo “ameaça” para se referir a conduta de Guimarães. Com informações do Globo.

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Presidente Caixa

Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Emails

A federação também anexou vários e-mails relacionados à assinatura do manifesto. As conversas mostram que, no dia 1 de setembro, Pedro Guimarães pediu ao presidente do Conselho Diretor da Febraban uma reunião presencial do colegiado para uma “nova deliberação sobre a adesão da entidade ao manifesto”. 
No e-mail, o presidente da Caixa teria argumentado que “por exigência fundada no interesse social” e “de modo a evitar exposição negativa de mídia” seria necessário que o encontro fosse presencial. O pedido de Pedro Guimarães foi negado no dia seguinte.