“Ele está expondo os bancários ao ridículo, obrigando os empregados a uma cena humilhante”, afirmou o Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro

Representantes dos bancários rejeitaram a atitude do presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, que na terça-feira (14) colocou funcionários do banco para fazer flexões de braço em evento realizado em um resort em Atibaia, interior de São Paulo. Guimarães imitou o presidente Jair Bolsonaro, que adota o expediente em visita a quartéis.

É uma vergonha o que este Pedro Guimarães está fazendo com a imagem da Caixa. Ele está expondo os bancários ao ridículo, obrigando os empregados a uma cena humilhante para atender a seus projetos pessoais e políticos”, critica o diretor do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro e presidente da Associação de Pessoal da Caixa Econômica Federal (Apcef-RJ), Paulo Matileti.
O sindicato divulgou nota na qual afirma que Pedro Guimarães tem feito uso indevido da Caixa, “de olho nas eleições de 2022”. Segundo o sindicato, agências do banco no Rio de Janeiro estão “proibindo os bancários de vestir roupa vermelha, numa decisão arbitrária com claro cunho político-eleitoral”.
A representante dos empregados da Caixa no Conselho de Administração do banco, Maria Rita Serrano, afirmou pelas redes sociais que os empregados “são bancários, e muitos ocupam funções gerenciais e cargos executivos. Profissionais dedicados, gabaritados, de carreira. Merecem e devem ser tratados com respeito e dignidade”.

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Sindicato dos Bancários RJ

flexoes de braço na caixa

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Cenas humilhantes

Os bancários do Rio consideram que no episódio das flexões de braço em Atibaia o presidente do banco “passou de todos os limites e promoveu cenas que são um verdadeiro cúmulo do absurdo”.
As cenas humilhantes e estapafúrdias ocorreram em mais uma atividade que confirma a campanha eleitoral de Pedro Guimarães, usando para isso, eventos e espaços da estatal. O evento foi realizado num caro resort, em Atibaia, interior de São Paulo, custeado com dinheiro da empresa”, diz o sindicato. Gestores denunciaram ainda que foram obrigados a fazer performances similares, numa demonstração feita para um militar que deu palestra para os participantes do encontro presencial.